THE MONKEES
OS ANOS REBELDES DOS MONKEES

 

 

por Leonardo Bomfim

Os Monkees sempre serão lembrados como aqueles caras que mal tocavam os instrumentos, que viviam de palhaçadas e canções pop alegrinhas. É, de certa forma isso é verdade, mas a vida da banda não foi só de brincadeiras e playbacks. Durante um período, os quatro integrantes se rebelaram contra os produtores que só queriam encher o rabo de grana e incrivelmente lançaram grandes destaques do rock psicodélico dos anos 60.

Tudo começou no ano de 66 em Los Angeles, quando os produtores Bob Rafelson e Bert Schneider resolveram criar um programa de televisão sobre uma banda de rock. O ano era o mais propício para um novo “boom” na música pop, já que os Beatles tinham parado de fazer shows e estavam com a popularidade meio em baixa nos Estados Unidos por causa das declarações de John Lennon sobre Jesus Cristo. Foram feitos testes com diversos atores/músicos e no final os escolhidos foram Mike Nesmith, Peter Tork, Micky Dolenz e o inglês Davy Jones. Dos quatro, só os dois primeiros realmente sabiam tocar. Em setembro de 66 o programa foi ao ar, sendo praticamente um sucesso instantâneo, tanto nos Estados Unidos quanto na Inglaterra. A supervisão musical ficava por conta de Don Kirshner, que tinha a sua disposição excelentes músicos de estúdio e grandes compositores como as duplas Goffin/King e Boyce/Hart. Os Monkees apenas gravavam as vozes, já que o ritmo das gravações do programa era muito frenético.

O primeiro disco, com o hit "Last Train To Clarksville", foi lançado em outubro de 66, indo direto ao número 1 das paradas. Com o sucesso das músicas, surgiu a necessidade de fazer shows e logo os integrantes tiveram que aprender a tocar os hits. A formação nas apresentações era Mike Nesmith (guitarra e voz), Pete Tork(baixo, orgão, piano, banjo e voz), Mike Dolenz(bateria e voz) e Davy Jones(voz, baixo, bateria e percussão).

No início de 67 a banda estava no meio da bem sucedida primeira turnê, quando viu em uma loja de discos More of The Monkees, nada menos que o segundo álbum, que saiu sem nenhum conhecimento dos quatro integrantes. Nessa época a banda era freqüentemente ridicularizada dentro mundo pop, sendo conhecida como “Pre Fab Four” (“quarteto pré-fabricado”) e ganhando até uma “homenagem” maldosa dos Byrds em "So You Want To Be a Rock’n’ Roll Star".

Os caras (principalmente Tork e Nesmith, os dois reais músicos da banda) queriam mostrar seu verdadeiro talento e exigiram que tocassem e compusessem pelo menos um lado do single seguinte, mas nada disso! Don Kirshner chamou a sua turminha e A Little Be Me, A Little Be You/She Hangs Out saiu sem nenhuma participação dos Monkees, além das vozes. A coisa ficou feia e a banda pediu o afastamento de Kirshner. Os produtores atenderam na hora e o supervisor foi demitido. O figurão saiu rogando pragas contra a carreira dos caras. Ironia ou não, começava aí a melhor fase dos Monkees!


Em maio de 67 saiu Headquarters, considerado pelos integrantes o real primeiro disco. Com o controle total, os Monkees chamaram o amigo e baixista dos Turtles Chip Douglas para a produção. Douglas caiu como uma luva nas novas idéias dos quatro e deu uma outra cara para o som da banda, ainda funcionando como baixista enquanto Peter se ocupava com os teclados. Outra grande evolução foi a presença de sete músicas de autoria da banda.

O talentoso Mike Nesmith contribuiu com três canções. "You Told Me" abria o disco e colocava lado a lado riffs de rickenbacker 12 cordas e belas notas de banjo (magistralmente tocados por Peter) em meio a uma melodia vocal bastante influenciada pelo Revolver dos Beatles. "You Just May Be The One" seguia a mesma linha country-psicodélica e "Sunny Girlfriend" tentava disfarçar a maconha em uma suposta namorada que “o deixava lento mas fazia sua mente voar”. Grande garota!

O Headquarters ainda apresentou o debut de Peter e Micky como compositores. Peter apareceu com a fantástica "For Pete’s Sake", com um climão de hino flower-power, totalmente em sintonia com a cena psicodélica de Los Angeles. Em meio a mensagens de amor, a letra parecia ser um angustiado (ou aliviado) pedido de liberdade, “Nessa geração/Nós temos que ser livres”, repetia o final da canção, que encerrava a segunda temporada dos Monkees na TV. "Randy Scouse Git" era a estréia de Dolenz, repleta de versos surrealistas baseados na viagem que a banda fez para a Inglaterra meses antes, com melodia no melhor estilo “McCartney”, que juntamente aos outros besourinhos de Liverpool, é citado na letra (“The four kings of E.M.I”). A música chegou ao número 2 nas terras britânicas, mas saiu por lá como "Alternate Title", pois o título original tinha uma conotação preconceituosa aos moradores de Liverpool.

A banda inteira ainda compôs o rockão "No Time" (creditada ao engenheiro de som Hank Cicalo por toda a força nas gravações), que colocava na mesma panela Bill Cosby, Andy Wahrol e maconha, e ainda duas vinhetas curtíssimas, "Band 6" (instrumental bizarro com referências ao tema do Pernalonga) e "Zilch", que consistia em várias frases e nomes estranhos sendo repetidos.

O produtor Chip Douglas presenteou a banda com a linda balada "Forget That Girl", que ganhou excelente interpretação de Davy Jones. Chip a compôs pensando em algo meio Motown mas a versão final dos Monkees rendeu um belo arranjo pop. Da safra de Boyce/Hart saíram a bonita "I’ll Spend My Life With You", a quase infantil "I Can’t Get Her Off My Mind" e "Mr. Webster", uma das melhores do Headquarters, que mantinha o clima country lisérgico e ainda narrava uma cômica historinha sobre o tal senhor, velho empregado de um banco, que gozava da confiança de todos mas no dia da sua festa de aposentadoria, não apareceu e mandou um telegrama dizendo “Desculpe não aparecer/ mas eu viajei e peguei toda a grana de vocês/Queria que vocês estivessem aqui para me ajudar a gastar”, finalizava com estilo o velho safado para a surpresa de todos.

Ainda fechavam o disco mais duas músicas de outros compositores. A viajante "Early Morning Blues and Greens", de Diane Hildebrand e Jack Keller, destacando um solo de orgão quase espacial e "Shades of Grey", de Barry Mann e Cyntha Weil, belíssima balada mostrando uma visão um tanto quanto sombria da perda da inocência, momento que os Monkees estavam realmente vivendo. A carga emocional da música ficou ainda maior, já que foi gravada no dia em que o “vilão” Don Kirshner entrou com uma ação milionária contra a produtora da banda alegando quebra de contrato. Em meio a arranjos levemente influenciados pelo Pet Sounds dos Beach Boys, Davy e Tork revezavam versos como “Quando eu e o mundo éramos jovens/Isso foi ontem/A vida era apenas um jogo simples/Que uma criança poderia brincar”. A brincadeira estava acabando e a vida real começando, se eles quisessem ser rock’n’ roll stars , teriam que jogar de verdade, e o Headquarters foi certamente uma vitória. Mesmo sem nenhum single nos EUA, o disco ficou mais de dez semanas em primeiro lugar, só sendo desbancado pelo Sgt. Peppers.

Em junho de 67 aconteceu em San Francisco o antológico Monterey Pop Festival e os Monkees estavam lá. Peter Tork fez a apresentação do show do Buffalo Springfield (ele era grande amigo de Stephen Stills e até já tinha tocado nas primeiras formações da banda) e Micky Dolenz pôde ser visto no documentário oficial, alucinando ao som de Ravi Shankar. No entanto, o show que fez a cabeça da banda (e de quase todo mundo lá) foi o do Jimi Hendrix Experience. Na época os Monkees estavam atrás de um grupo para abrir sua nova tour e depois daquela incendiária performance, não pensaram duas vezes. A idéia foi ótima, mas não deu muito certo pois o público dos Monkees era quase 100% formado por garotinhas histéricas que não estavam nem aí para a microfonia e psicodelia do guitarrista negão. Hendrix chegou a abandonar um show sob vaias e gritos de “We want Davy!”. A tentativa de entrar de cabeça no mundo psicodélico não deu certo. Para o público, os Monkees ainda eram aquelas quatro figuras divertidas que cantavam músicas pop. De qualquer forma, o disco seguinte mantinha a linha psicodélica do Headquarters.

Pisces, Aquarius, Capricorn e Jones LTD. saiu em novembro de 1967 e trazia já na capa uma ilustração psicodélica, com os integrantes sem rosto em meio a flores coloridas. À primeira vista, o disco parecia ser um retrocesso na independência musical da banda, pois só tinha 4 músicas autorais (e uma delas era a estranha vinheta "Peter Percival Patterson's Pet Pig Porky", historinha narrada por Peter Tork), mas os Monkees continuavam no comando e a produção ficou novamente nas mãos de Chip Douglas, o que rendeu arranjos dos mais inspirados da carreira dos caras.

As boas vendas do disco foram impulsionadas pelo single lançado pouco antes. Pleasant Valley Sunday / Words foram os trabalhos psicodélicos que mais agradaram aos fãs. A primeira, composta por Goffin/King, era uma bela descrição de um alegre dia de domingo, destacando riff de guitarra criado por Chip Douglas e a segunda, de Boyce/Hart, está no hall das melhores canções dos anos 60. Belo arranjo psicodélico (com melodia vocal praticamente chupada de "Tomorrow Never Knows" dos Beatles) explodindo no empolgante refrão, com excelente linha de baixo de Peter Tork. Curiosamente, no Brasil as duas músicas foram lançadas no Headquarters, substituindo as vinhetas loucas "Band 6" e "Zilch". Apesar do ensolarado single, o novo disco dos Monkees era bem mais cru e roqueiro que o anterior.

O lado A abria com "Salesman", de Vincent Smith, já denunciando de cara a maior influência (que já estava muito presente no disco anterior): Revolver dos Beatles. A canção era uma espécie de Dr. Robert dos Monkees, contando a história de um traficante de eterno sorriso no rosto negociando nas ruas suas belezinhas secretas. A música era, assim como a maioria do lado A, um rock simples com belos solos de violão tocados por Chip Douglas. "She Hangs Out" era um simpático rock quase homenageando a Motown. A letra dizia para um amigo tomar cuidado com sua irmã, pois ela estava muito saidinha e arrumando problemas por aí. A banda se mantinha no rock com a excelente e dançante "The Door Into Summer", de letra bastante fantasiosa. Completavam a primeira parte do disco, além de "Words", a mensagem hippie de "Love Is Only Sleeping" (Mann/Weil) e a McCartneyniana "Cuddly Toys" de Harry Nilsson (Essa foi a única canção em que Micky Dolenz gravou as baterias, pois na época ele queria mais era curtir as festinhas lisérgicas de L.A).

A parte mais psicodélica do disco estava no lado B, que abria com a melosa "Hard To Believe", de autoria de Davy Jones e alguns amigos, e logo emendava com o country-rock "What Am I Doing Hangin' 'Round?" com excelente interpretação de Nesmith sobre os “problemas” de comunicação entre um americano apaixonado por uma mexicana. A solução era simples: ir pra cama!

Depois da já comentada "Peter Percival Patterson's Pet Pig Porky", a coisa começava a ficar mais colorida com "Pleasant Valley Sunday" e as duas canções do disco compostas por Mike Nesmith. "Daily Night" era uma viagem espacial sobre os tumultos em Sunset Strip, repleta de figuras surrealistas e experimentações de Dolenz com Moog (Os Monkees foram a primeira banda de rock a usar o sintetizador Moog) e a linda balada "Don’t Call On Me", uma composição antiga que fez Nesmith parecer um crooner romântico. Psicodélico de tão inesperado! Fechava o disco "Star Collector", de Goffin/King com letra detonando as groupies. ”Ela é uma colecionadora de estrelas/Ela só quer conhecer jovens celebridades/ .../Quando eu estou nas paradas/Ela quer estar do meu lado/Mas se algo não vai como ela planejou/Ela vai colar em outro/”. No final a música ganhava ares de lisergia pura com longos solos de orgão e moog. PAC&J. Ltd também chegou ao primeiro lugar das paradas.

Depois do lançamento do disco, os Monkees começaram a ficar de saco cheio do programa de TV, até porque eles já eram uma banda real, com discos seguindo direções opostas às palhaçadas vividas pelos “personagens”. Não deu outra, em 27 de Março de 68 foi apresentado o último episódio. Voltados somente para a música, era de se esperar que disco seguinte seria a obra-prima da carreira, mas não foi isso que aconteceu.

The Birds, The Bees & The Monkees foi o verdadeiro retrocesso da carreira dos Monkees, que apesar de ainda terem comando total no estúdio, voltaram ao esquema de apenas gravar as vozes nas canções. O único integrante a participar mais ativamente foi Mike Nesmith, que colaborou com quatro composições e algumas guitarras. A produção ficou por conta dos Monkees somente, deixando de lado a vitoriosa parceria com Chip Douglas.

Lançado em maio de 68, o disco teve dois hits. A enjoada "Daydream Believer" (que era pra ter saído no PAC&J Ltd.) e o petardo garageiro (gravado em 66) "Valleri", com direito à guitarra fuzz e metais envenenados. Das músicas autorais, se destacavam as composições de Nesmith, "Tapioca Tundra", de lindo arranjo propositadamente tosco e a balada preguiçosa "Magnolia Simms". No entanto foi em "Writing Wrongs" que ele mostrou estar atravessando a maturidade como compositor. A balada surrealista comandada pelo piano, com direito a uma (tentativa) levada de samba no arranjo era a melhor canção do disco. Davy Jones também colaborou com a simpática e levemente lisérgica "Dream World".

The Birds, The Bees & The Monkees não alcançou todo o êxito dos discos anteriores, mas manteve a banda nas paradas, graças ao hit "Daydream Believer", que já tinha saído como single em 1967.


Sem o programa de TV, a banda precisava de algo novo para manter a popularidade, e nada melhor que um filme para fazer isso! A direção ficou por conta do produtor da finada série Bob Rafelson que chamou para uma ajudinha o novato Jack Nicholson. Nicholson era um ator iniciante em L.A e andava escrevendo alguns roteiros meio sem pé nem cabeça, como o The Trip, estrelado por Peter Fonda, que narrava do íncio ao fim uma viagem de LSD. Se alguém pensou que ele iria maneirar no filme dos Monkees, estava enganado. Head foi talvez o roteiro mais insano da sua carreira, tentando fazer uma crítica ao consumismo da música pop mas ao mesmo tempo fazendo um samba do crioulo doido com algumas paródias, números musicais, imagens de guerra, takes submarinos, coca-colas no deserto, Frank Zappa e momentos de pura piada. Tudo isso sem nenhuma cronologia e abusando de cores exageradas e imagens desfocadas. Head ficou conhecido como “A Hard Day’s Night On Acid”. Logicamente o filme foi um fracasso, já que nem os produtores resolveram apostar num possível sucesso e a divulgação foi bem fraca. Apesar disso, os Monkees até hoje são muito orgulhosos do resultado final, certamente o projeto mais ambicioso da carreira.


A trilha sonora de Head saiu em dezembro de 68, apresentando seis excepcionais canções, alguns diálogos sem sentido e trechos do filme.

Depois da fantástica "For Pete’s Sake", Peter Tork reaparecia com inspiradas composições. Levemente influenciada pelo Love, "Can You Dig It?" esbanjava arranjos orientais, aparecendo no filme em uma cena com belas e psicodélicas dançarinas do ventre. Já "Long Title: Do I Have To Do This All Over Again?" era um rock de guitarras muito bem sacadas. Michael Nesmith contribuía com mais uma excelente canção, "Circle Sky", introduzida pela estranha Ditty Diego com vozes em rotação alterada satirizando o tema dos Monkees e "War Chant", uma irônica crítica à guerra do Vietnâ. Em meio a gritos histéricos de ‘We Want Monkees’, a banda entrega ‘Gimme a W, Gimme a A, Gimme a R/ What does it spell? WAR!!. respondia o público. Fazendo a banda soar como os mestres da guerra e ao mesmo tempo transformando os velhos babões em superstars. "Circle Sky" era um rock pesado, levemente tosco e com alguma influência de Bo Didley.

No entanto as duas melhores músicas eram da autoria de Carole King. "The Porpoise Song" é talvez a melhor canção da carreira dos Monkees e poderia até ser classificada como “a melhor canção que Lennon não fez”, tamanha a semelhança com as composições do beatle. A ultra psicodélica aparecia em uma cena logo no início, com Mickey Dolenz (que a cantou com maestria, diga-se de passagem) nadando junto com sereias coloridas e no final, com a banda toda dentro do mar. "The Porpoise Song" ficou conhecida como o tema do Head e até apareceu no filme Vanilla Sky de Cameron Crowe.

Em parceria com Toni Stern, Carole King deu aos Monkees a balada perfeita "As We Go Along", com pitadas de psicodelia em outra excelente atuação de Dolenz nos vocais.

Davy Jones ganhou de Harry "Nilsson Daddy’s Song", com arranjo de sopros à la Big Band. A música falava sobre o crescimento de um garoto sem a presença paterna ao lado. Head, trilha e filme, foi um fracasso. O público, acostumado com as brincadeiras divertidas dos quatro na série, não entendeu nada do filme e ainda mais da trilha amplamente psicodélica, com poucas músicas e muitos trechos nonsense.

Um pouco decepcionado com o duplo fracasso, Peter Tork abandonou a banda depois do lançamento de Head. Peter, apesar de raramente fazer a voz principal e compor pouco, era disparado o melhor músico dos quatro. No entanto, os Monkees não sentiram tanto a falta dele, já que sobravam bons músicos de estúdio para as gravações. Como trio eles lançaram Instant Replay e Present, ambos em 1969. Apesar de mais fracos, os discos contavam com bons momentos autorais como a folk "While I Cry" (Nesmith) e "Shorty Blackwell" (Dolenz) de Instant Replay e "Mommy And Daddy" (Dolenz) do Present.

As vendas cada vez pioravam mais e em 1970 foi a vez de Michael Nesmith desistir da banda. Dolenz e Jones ainda lançaram o fraco Changes no mesmo ano mas o público praticamente o ignorou e então a dupla resolveu encerrar as atividades.

A psicodelia dos Monkees era diferente das outras bandas, pois colocava lado a lado uma face totalmente beatlemaníaca e a influência da cena de Los Angeles, principalmente Buffalo Springfield e Byrds. Nos anos 90 a Rhino relançou todos os discos, com maravilhosas bônus-tracks, fazendo justiça a uma banda que nunca foi levada a sério mas que deu ao mundo pelo menos duas obras-primas: Headquarters e Head.

 

 
     

 

 
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