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BEACHWOOD SPARKS
por Roberto Iwai Ambientando seu som e sua estética visual nas influências sessentistas dos nomes mais conhecidos do gênero como The Byrds, e por ligação o The Flying Burrito Brothers, a banda - formada por Aaron Sperake, Brent Rademaker, Chris Gunst e Dave Scher - ainda mescla na paisagem ambiental toques dos pensamentos sonoros de Brian Wilson, dos conterrâneos dos Beach Boys.
Lançando seu primeiro single em 1998 pelo lendário selo Bomp!, a viajante e ríspida "Desert Skies" já adentra o universo lisérgico e interliga-se com o lançamento do homônimo disco de estréia, em 2000.
Sempre pontuado e pontuando efeitos e timbres lisérgicos, faixas como a já citada "Desert Skies", "This Is What It Feels Like" (em meio a harmonias vocais e alegres pá-pá-pás), "The Calming Seas" e "Something I Don't Recognize" se iniciam como grandes e inspiradas canções até seguirem inspecionando um universo paralelo, onde banda e som saem em caminhos diversos até retornarem ao seu estado de origem.
Abrindo o disco com "Confusion Is Nothing New", nota-se no decorrer que a banda lapidou seu alto teor psicodélico do disco de estréia e transformou a experiência em festeiro alucinado ("You Take The Gold", "Juggler's Revenge", "Yer Selfish Ways") e momentos de reflexão ("Close Your Eyes", "The Good Night Whistle", "Let It Run"), não sem antes cunhar a sua mais perfeita tradução de canção, a linda "The Sun Surrounds Me" ("Well, if this is where our love has gone/Then baby, we gotta talk about it/The sun surrounds me/And all I'm singing are the dark times/I'm telling you lover/So we can see through").
Por enquanto Once We Were Trees
segue como o disco mais recente da banda. Atualmente alguns membros
se dedicam a projetos e bandas paralelas, e o Beachwood Sparks se mantém
em pausa. Mas seguindo o legado de algumas boas bandas sessentistas:
terão curta, porém inspirada trajetória.
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