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OS ARGONAUTAS
por Roberto Iwai Na verdade na ativa desde 97, com formação diferente, lançaram duas elogiadas demos com regravações de clássicos da surf music, e integraram a mítica coletânea Francis Picabia ao lado de The Charts, Gasolines e Júpiter Maçã, com sua versão de "Tomorrow Never Knows" dos Beatles. Mas é com a formação citada, e com produção de Gustavo Dreher, Marcelo Moreira e Régis Sam, que Os Argonautas registram o primeiro disco autoral. Sobretudo um disco de surf music, também agregam a isso ritmos regionais de diversas partes do país, formando uma inacreditável mistura de sonoridades e experimentalismos. A faixa "Soñadora" abre o disco mostrando já um pouco dessa mistura, quase como o Caribe em conjunto com Dick Dale. Isso prossegue em outras faixas como "Pájaro" e "Milonda Argonautillus", e passeia por diversos ritmos ("O Baião", "Vaquejada") e estilos ("Bolerón de Los Borrachos"). Também há grandes canções surf, como em "O Escafandrista do Asfalto" e a perfeita "Argo", onde inserir flauta e teclado dá um ótimo toque adocicado ao clima todo. "Canalhas" traz um belo duelo entre flauta e guitarra na convencional linha surf. E não podiam faltar os experimentalismos. "Space Invaders" traz Régis Sam e Gustavo Dreher compondo o que a banda desfere como um tema quase atonal, enquanto "Luciana" coloca o pé em São Paulo e traz ritmos de samba e samplers em andamento aleatório (vezes invertidos) de Demônios da Garoa no meio da música. "Rumo à Cólquida" fecha o álbum em um lisérgico alto-mar. O disco ainda conta com participações
de Alexandre Ograndi, Plato Divorak e Thomas Dreher. Atualmente Thomas
assumE a bateria da banda. E Os Argonautas prosseguem com um disco de
estréia que traz um inacreditável frescor à surf
music.
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