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TOP 10 Por Leonardo Bomfim
O Top 10 do mês apresenta os melhores presentinhos dos Carlos para outros artistas. Aparecem aqui canções que marcaram época, outras que foram esquecidas e até momentos bastante inusitados da parceria mais prolífica da música brasileira. Salve Roberto & Erasmo!
10 - Wanderléa - Canção
De Enganar o Coração "Canção De Enganar
o Coração", com interpretação muito
suave da Ternurinha, é uma das melhores da safra barroca dos
Carlos. Após alguns discos mais ingênuos, Wanderléa
acertou o ponto no final dos 60´s e teve grandes lançamentos,
com direito a versão para os garageiros do The Seeds e alguns
souls da Motown. "Canção De Enganar o Coração",
apoiada pelo divino arranjo com flautas, cravo e até cordas,
é um dos momentos mais bonitos desse período, mas certamente
tornaria-se um clássico eterno interpretada na voz do Rei Roberto.
Uma das canções mais inusitadas dos Carlos. Lançado por Raul Seixas no disco Sociedade da Grã-Ordem Kavernista, o cantor andrógino Edy Star iniciou a onda glam no Brasil. "Claustrofobia" é um pedido de liberdade cantado por uma bicha completamente histérica. É no mínimo engraçado imaginar Roberto Carlos cantando trechos como "Eu dou vexame/Porque preciso de espaço/Quero respirar/Senão acabo no bagaço.../ " ou ainda "Pare de me sufocar/Eu quero tocar bonito/Porque senão eu grito/E dou vexame". Apesar do rumo diferente da carreira dos dois nos 70´s, o Rei não escondia a simpatia pelo figuraça, afirmando no encarte de ...Sweet Edy...: "bicho, eu parei na de Edy Star". 08 - Elis Regina - Mundo Deserto Durante a década de 60, a pimentinha abominava qualquer coisa vinda do pessoal da Jovem Guarda. A própria, com a ajuda de Geraldo Vandré e outros malas, chegou a organizar em 1968 uma ridícula passeata contra a guitarra elétrica. Percebendo a derrota, Elis rendeu-se aos encantos da Tropicália e também às canções dos Carlos. Mostrando não guardar rancor no coração, a dupla presenteou à cantora com a excepcional "Mundo Deserto", que tem uma das letras mais marcantes de todos os tempos. Versos como "No mundo deserto de almas negras/Eu me visto de branco" são para poucos. A versão de Elis, com guitarrinhas até abusadas, tem seu valor mas não é nada comparada com a gravação posterior de Erasmo Carlos no seminal Carlos, Erasmo (1971). 07 - The Youngsters - Tema de Kiko Roberto & Erasmo se especializaram em gravar músicas para novelas da Rede Globo durante os anos 70. Na trilha de Pigmalião 70, a dupla deu o toque soul, com o groove "Tema de Kiko", gravado pelo grupo The Youngsters, uma das primeiras encarnações do fantástico Azimuth. A canção, com guitarra fuzz e orgão bem sacados, além de metais envenenados, parece ser da mesma safra de "A Bronca da Galinha (Porque Viu o Galo com Outra)", do disco Erasmo & Os Tremendões (1970). Os Carlos queriam colocar todo mundo para dançar, e conseguiram! 06 -Trio Mocotó - O Sorriso
de Narinha No início da década de 70, Erasmo Carlos flertou bastante com o Samba-Rock. A canção "Coqueiro Verde" tornou-se, instantaneamente, o hino do novo ritmo. O Trio Mocotó, um dos grandes expoentes do gênero, lançou em seu primeiro disco uma versão para este hit dos Carlos. Além da bombástica regravação, o disco Muita Zorra também trazia a menos badalada "O Sorriso de Narinha", composição inédita da dupla, que anunciava com sua pungente letra: "quero voltar, moço quero voltar.../ e se der algum problema, Narinha vai me esperar.../ mas nem que me apontem um fuzil, nunca mais eu deixo meu Brasil". Por trás de um simpático samba-rock existia uma alfinetada certeira na ditadura militar. 05 - Silvinha - Você Já
Morreu e Se Esqueceu de Deitar Um recado curto e grosso para os sobreviventes da turma "bregalhona" da Jovem Guarda. Paulo Sérgio ou Wanderley Cardoso certamente foram um dos musos inspiradores da furiosa canção "Você Já Morreu e Se Esqueceu de Deitar", gravada por Silvinha em seu disco lisérgico de 1971. Com influências de soul, psicodelia, além da presença de muita guitarra fuzz, a música apresenta a lindona Silvinha berrando com a firmeza necessária versos como: "As coisas mudaram bastante/Ninguém mais esconde a verdade..."/ ou "Tire o paletó de lamê e a calça santropez/.../Abandone a carruagem, tire a maquiagem/Ponha o carro na pista/.../Não seja tão convencional.../A sua tradição é de rocha". Antológico é pouco! 04 - Gal Costa - Vou Recomeçar De todos os Tropicalistas, Gal Costa foi quem mais escancarou a paixão por Roberto & Erasmo. A dupla não fez por menos e compôs o soul maravilhoso "Vou Recomeçar" especialmente para a cantora, que o gravou em seu disco de estréia. O guitarrista Lanny Gordin dá o seu show particular com solos curtos entres os marcantes versos: "Não vou ser mais triste, vou mudar daqui pra frente/E a minha escrita será muito diferente, a filosofia vou mudar em minha mente/ Pois agora eu vou recomeçar."
03 - Mutantes - Preciso Urgentemente
Encontrar Um Amigo A canção "Preciso Urgentemente Encontrar Um Amigo" marca o encontro dos dois grandes ícones do rock nacional: os Mutantes e Roberto & Erasmo. A versão dos paulistanos disfarça a melodia iê-iê-iê com um super arranjo hard-psych, com destaque para Arnaldo Baptista e seu órgão desenfreado. A interpretação debochada de Rita Lee também merece aplausos. Em 1972, Erasmo colocou a canção em seu excepcional disco Sonhos & Memórias, com um clima mais psicodélico "viajandão", porém não superou a gravação original e definitiva dos Mutantes.
02 - Toni Tornado - Papai, Não
Foi Esse o Mundo Que Você Me Falou A fase soul de Roberto Carlos, marcada por lançamentos do nível de O Inimitável (1968) e o famoso "disco da praia" (1969), foi certamente o melhor momento de sua carreira. A aproximação total ao gênero deu-se através da amizade com o cantor black power Toni Tornado, que em seu disco de estréia gravou dois presentinhos dos Carlos. Além da balada a lá Tim Maia "Não Lhe Quero Mais", Toni soltou sua voz no petardo funk Papai, "Não Foi Esse O Mundo Que Você Me Falou", uma das canções mais ressentidas dos Carlos. A letra funciona perfeitamente como uma primeira versão, muito mais agressiva, para a clássica Traumas, gravada por Roberto em 1971. "Papai, Não Foi..." é uma das maiores pérolas da soul music tupiniquim.
01 - Gal Costa - Meu Nome É
Gal Precisa dizer alguma coisa?
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