THE DEAD ROCKS
International Brazilian Surfs
(2005, Monstro Discos)

por Roberto Iwai

 

O The Dead Rocks celebra a surf music como se tivessem gravado International Brazilian Surfs em 1963 e só terem lançado agora em 2005. Em seu primeiro disco (após uma demo e um registro ao vivo) tudo se assemelha, soa e se distingue pelo timbre alcançado na mais alta fidelidade de som sessentista.

Não, aqui não há incansáveis releituras de clássicos da surf music nem uma "atualização" sonora com guitarras pesadas e levadas estridentes. O que há aqui, e que muito não se vê, é o mais puro talento em composições próprias e versões sim, mas de músicas que escapam do universo surf habitual.

O The Dead Rocks fazem uso dessa fidelidade sonora em temas muito bem inspirados como "Maui's Sunset", "Dead Can Surf" e "Themme For Rock Is Dead", abusando de linhas instrumentais pegajosas, reverbs e atmosfera californiana com clima de capota de Mustang abaixada.

As versões de "Guaxo" (de autoria da violeira Helena Meireles), e de "As Rosas Não Falam" (clássico de Cartola), composições improváveis em um disco de surf, só fazem reviver esse clima de anos 60, onde bandas como The Ventures, e a nacional The Jet Black's, faziam o mesmo quando vertiam clássicos de outros gêneros para o linguajar surf em seus discos.

International Brazilian Surfs já reside em disco como um célebre e astuto registro de música e conceito. Prazer para os ouvidos em temas instrumentais onde um pouco de talento não faz mal a ninguém, e onde celebra com louvor toda a turma disposta a fazer dançar a atmosfera de praia dentro de um show em algum inferninho por aí.

 

 
     

 

 
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