PLATOSSAURUS ERECTUS


por Plato Divorak

 

Rock´n´ Roll Fantazy
Parte 7



... Com o pensamento em Vanessa e Eva. Viu o bangalô lá de longe. Numero 82!! (“mulheres se sucedem em minha vida. Já arranjaram tempo até para me chamar de “vilão”, mas a grande maioria não quer saber de nada, só que você é um moribundo. Ha ha” )
Dark Bob então reinicia um trottoir meio melancólico, cláp, cláp... Na entrada, avistou uma figura muito querida sua: Joe Extremo.

- Bobby! Que szupresa! Onde você estava este tempo todo?!?
- Em Londres, na casa de um pintor.
- Pois eu tenho de entrar e procurar minha guitarra, veja só!
- São os festões do Kidd. Ahh... É verdade que um conjunto na linha psicodélica vai abrir pra vocês?
- Mentira. É um duo de folk. Dois caras do Canadá estão de passagem por Nova York... (o segurança corta, mandando os dois entrarem).

Uma forte luz com várias cores, uma música negra dançante e hipnótica. Bob avistou Kina, dançando com “Kif”, baixista do The Mantra Band, um gênio. Kidd aparece, todo de branco. Golinha rolê...

- Bobby! Meu bom e velho Dark Bob... Venha bebericar conosco uns tragos. Tem de baunilha com limão, meu querido. Se puder dar um cheguinho na minha última exposição, vá ao andar de cima... ela não tem nome. (neste exato momento passam por eles um casal bem “hippy”, sugando-se como raízes, convidando todos para a orgia total. Detalhe: o corpo dos dois, pintados com temas lisérgicos...)

Dark Bob engalfinhou-se por entre a multidão pop. Quando olhou para o centro do “dancing”, uma bela surpresa: Olho de Vidro com uma mulher, bonita, por sinal. Dançando uma daquelas preciosidades. (“bem, posso dizer que sou um escritor. Escreveria 2 ou 3 livros só nesta noite, a música ficaria para outro plano... Este lugar é realmente demais!! Quantos amigos se sentindo bem e quantas mulheres lindas, bem vestidas. E excitantes...”)

Joe Extremo pega a sua mão:

- Hey, carinha, tome estas anfetas!
- Yess. Vou tomar com o meu cocktail aqui. E o show, quando começa?? O show desses dois caras é bom, hein?!
- Nós podemos tocar uma de suas canções, Bob?
- Qual delas?
- “Pyramids of The Next Year”, acho-a incrivelmente atual.

Enquanto isso, Kidd sussurrava ao ouvido de Olho de Vidro:

- Vou ter d epedir ao disc-jockey para rolar aquele teu compact “You Hear Me Calling”... Posso?
- Claro, Kidd. Compus ela com o Elfin, o melhor trovador inglês, em minha opinião. Tão bom quanto o Bob.
- E no campo do Rock, já viu a Kina cantar? A voz dela? E a Mantra Band?
- Sim, isto vai mudar minha vida, tenho certeza. Muita gente enlouquecida me falou neles.

E chegam Tom e Risk, dois malucos amigos de Kidd, roupas rasgadas. Tom com uma boina parisiense, Olho de Vidro sai de fininho. Risk mostra um poema-manifesto para Kidd chamado “Shades of Lemon”, caracterizando boa parte da sociedade como “azeda”.

O INEVITÁVEL MANTRA

Abriram as cortinas (improvisadas) daquele bangalô. (“Enorme por dentro!”) Joe Extremo deu uma risadinha e saudou o público, seu público: - “Ho ho ho... Somos o The Mantra Band e esta aqui é para os milionários de Nova York.” Atacaram então com “Illegal Drug Status”, furiosa, e depois a lânguida e irascível “The Sun At Your Eye” (e nesta conseguimos ver Kina, ao fundo, com um pandeiro e um jeitinho Flower Power). Na quinta música, “Blue Coffee Party”, ela toma as rédeas e sacode a galera...

 
     

 

 
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